quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Monarquia versus República- Ou a problemática do bigode de D. Duarte

 Lá se passou mais um 5 de Outubro. 100 anos depois, penso que está na altura de fazer um balanço do que foi a vida da República neste período, ainda convidámos o Vítor Pereira para este trabalho, mas ele estava ocupado a ver o filme do jogo Guimarães-Porto e a rir-se da conferência de imprensa de Villas Boas. Assim sendo, terei que ser eu, mais uma vez, a levar a cabo tal tarefa.

Vamos lá então à análise: temos uns primeiros 16 anos de grande actividade, próprios de uma adolescente púbere, com várias trocas de “namorados”, mais concretamente, 45. Segue-se depois um período de maior contenção, um amadurecimento típico da idade, que durou 48 anos, onde a República se casou com um senhor conservador vindo de Santa Comba. Diz-se que, passado pouco tempo, a senhora República arrependeu-se desse casamento, pois era muito nova e não conhecia muito da vida quando se casou. Estava, portanto, longe de imaginar que seria vítima de violência doméstica e que o seu marido, juntamente com um gang de amigos, apelidado de PIDE, lhe iam fazer a vida negra, apesar de ter enriquecido bastante. No entanto, por volta de 68, a senhora República, vendo que seu marido estava a começar a ficar velho e senil, refugiou-se no seio de um amante, vindo da Beira Serra, e mais liberal que seu esposo. No princípio as coisas correram bem, mas o fantasma do seu marido e a desconfiança do gang de amigos deste, complicaram as coisas. Foi então que, em 1974, o caso de violência doméstica de que a dona República foi vítima, veio a público, assistindo-se a uma forte pressão popular que culminou no divórcio que a República tanto desejava. Seguiu-se, então, um período de grande promiscuidade na vida da dona República, que se tinha visto privada da sua liberdade durante o seu casamento de 48 anos. Apesar de já ser uma senhora dos seus 64 anos, neste período são-lhe conhecidos mais 10 novos casos amorosos, em apenas nove anos. É então que, aos 73 anos, a senhora República resolve assentar, devido à sua já provecta idade. Nos 21 anos seguintes, a sua vida foi mantida com grande estabilidade e sem grandes escândalos amorosos, estando a fortuna que herdou, dos tempos do seu casamento, a ser gerida e administrada por duas grandes empresas capitalistas, a PS e a PSD. No entanto, nos últimos 8 anos, talvez devido à senilidade própria da idade, a República decidiu entregar a sua fortuna nas mãos de gente pouco honesta e incompetente. Um dos administradores, por ela escolhido, fugiu do país passados dois anos, o outro gostava mais da noite do que de trabalhar, o actual... bem, lá vai tentando, sem muito jeito... E é assim que chega a República aos 100 anos: falida, senil, moribunda e possivelmente com sífilis.

Ai óh Maionese, depois de tão brilhante e completa análise por ti efectuada, à laia dos melhores historiadores nacionais, talvez não fosse má ideia voltarmos à Monarquia!” diz o leitor que já não troca de roupa há mais de 3 dias.

Calma, pá! Vamos com calma! Olha, pronto... aquele já me está a começar a ensaiar as vénias... epá, isto só visto!... Deixa-te disso, homem! Antes de começarmos todos a usar collants outra vez, vamos pesar os prós e os contras, ok? Pode ser? Óptimo... vamos lá então.
Monarquia versus República- Prós e Contras:

Rei: Aqui é complicado... Se por um lado um Rei é um gajo que, desde que põe as patas fora do útero da mãe, é preparado para governar o país, por outro é normalmente filho de primos direitos, o que faz com que, às vezes, um Rei se lembre de nomear o seu cavalo para Primeiro Ministro do Reino. Se por um lado tem o contra de ser um título hereditário, o que faz com que o povo pouco tenha a dizer na escolha do seu “chefe”, por outro lado... este é o mesmo povo que elegeu o Durão Barroso... portanto aqui tenho que dar empate.

Imagem: Aqui a Monarquia fica claramente a perder. Primeiro, devido à consanguinidade elevada que existe no seio das famílias monárquicas, é bem possível termos um Rei com o sex appeal da Odete Santos. Depois, olhando bem para os dois “candidatos” a Rei que temos neste momento... Um deles tem um bigode que é, possivelmente, o pior bigode da história dos bigodes. Um bigode que não tem personalidade, um bigode que parece que só lá está para segurar o nariz do Duarte, um bigode para o qual se olha e dá logo vontade de ir comprar 100 litros de manteiga de Karité... O outro... o outro é um caga-tacos com um corte de cabelo que faz lembrar uma catatua. Não dá!

Títulos: Outro ponto contra a Monarquia. Na República, o chefe de estado é um Presidente. Na Monarquia, um Rei, para além de ser Rei, tem também uma catrefada de nomes parvos como Marquês de Vila Viçosa ou bailio grã-cruz da Ordem Soberana de Malta, o que, para além de não servir para nada, é estúpido. O que raio é um grão-mestre da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa?

Competências: Mais um ponto para a República. Neste momento temos um Primeiro Ministro tão competente que se conseguiu formar a um domingo. No pólo oposto, temos dois candidatos a Rei em que um deles pilotou aviões na guerra colonial, guerra que perdemos, e em que o outro canta fado mas vende menos discos que o Rouxinol Faduncho.

Relações Internacionais: Reticentemente... tenho que atribuir o ponto para a República. É certo que o nosso Primeiro Ministro não é, propriamente, um poliglota, é certo que o seu "Espanhol Técnico” não é o melhor, é certo que o nosso Presidente usa expressões como “the escaping goat” mas... se nem os portugueses percebem o que diz o D. Duarte, imaginem os estrangeiros! E não podemos correr o risco de ter o Câmara Pereira a cantar a Rosinha dos Limões a meio de uma Cimeira Internacional!

Potencial Humorístico: Ponto para a Monarquia. É certo que a República nos proporcionou grandes momentos de humor, como quando Santana Lopes chegou ao poder, mas o que dizer de Nuno Câmara Pereira, o homem que proferiu a frase “sou um monárquico de esquerda!”? E já viram a quantidade de trocadilhos que dá para fazer com o nome Duarte Pio? Imaginem que o D. Duarte tem que discursar mas está afónico, “D. Duarte perdeu o Pio!”! Ah ah ah! Às vezes até me faço rir a mim mesmo...! Ai eu...!

Ideologia Política: Irrelevante...


Posto isto, mal por mal, mais vale continuar com a República, digo eu... 
Agora... está é na altura de mudar o símbolo, é que, parecendo que não, a mulher dos seios descobertos já tem 100 anos e ninguém gosta de olhar para peitos descaídos e enrugados. Vejam lá isso, pá!

16 comentários:

  1. Imaginemos uma monarquia contitucional: D. Duarte II o Pio no trono com o Engenheiro licenciado ao Domingo José Sócrates a governar.
    Seria um monarquia das bananas!!!!

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  2. Para mim este foi o teu MELHOR post!ADOREI!
    Continua assim!
    Beijitos da "Mamuska"

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  3. Excelente exercicio de serviço publico.

    Dou apenas duas achegas.

    Uma vez que a Republica morreu no passado dia 29 de setembro e a Monarquia há 100 anos, está na altura de uma Ditadurazinha. Não pode ser pior que isto.

    Dado os tempos em que vivemos não punha de lado a ideia de ter um cavalo como primeiro ministro.

    Abraço,

    Jls

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  4. Muito bom e como diz o comentário acima, nada é tão ruim que não possa piorar ... sem querer, é claro, desanimá-lo ainda mais!rs

    bjs querido.

    Ps:Meu blog está em novo endereço.

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  5. Fico sem saber o que dizer depois de tanto rir.
    O teu sentido de humor é notável, porque ele assenta numa criatividade inimaginável.

    C aro amigo, bom fim de semana.
    Abraço.

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  6. Não me respondeste ainda... gostava de perceber como resolveste a "coisa".

    Abraço

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  7. Um grande trabalho de pesquisa, um estudo profundo sobre o assunto!

    eheh

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  8. A diferença está entre sustentar uma família de doente (doença do sangue que é azul) ou uma cambada de chulos...

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  9. Voltei para te dizer que o teu post me inspirou para escrever o último poema que publiquei.

    Abraço, caro amigo.

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  10. a sorte é a velha da maionese republicana
    já não ter dinheiro para gerir
    senão abafavam-na como fizeram à velha do tomé feiteira

    e com 100 anos ainda pode ir dar umas voltas com o Manel cineasta que tem 101
    agora os gajos que querem mandar na velhota
    são uns putos um é um puto alegre
    o outro é um puto que não dá cavaco a ninguém

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  11. Bem como já vi que este é um Blog descontraído e animado vou aqui postar algo que não tem propriamente a ver com o seguimentos destes textos.

    Como sou adepto daquelas mensagens sublimadas ou como no filme fight club os pequenos frames de imagens pornográficas misturados com o resto do filme, e como quando se trata de pessoas que não conhecemos é mais fácil "avacalhar" ... assim como daquela vez que após ter concluído a minha viagem de metro e ter saído na minha paragem, o metro arrancou e eu corri atrás do metro a acenar um adeus para as pessoas que nele se encontravam, como quando nos despedimos no comboio da família que parte para longe, assim tendo despoletado um riso geral na paragem... bem como estava a dizer, imaginar a situação em que no prédio onde trabalho existe um enorme conjunto de pessoas que não conheço e perante a situação de um elevador cheio de pessoas executivas que se preocupam com a imagem em todos os sentidos, eu baixinho mas audívelmente começo murmurar a musica "O calimero foi ao ** a abelha maia"

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  12. Maionese... vai mazé dar banhócão! Desde quando é que, uma pita ter 45 namorados é uma gandátividade?!
    Hmmm?
    Em que planeta é que vives?
    Bom... aos 48 anos casou com o tal senhor, mas não deixou de ser apalpada por um porradão d'outros...
    Pá... tásávacalhar a cena toda... em 74, violaram-na, traumatizaram-na, fazendo com passasse a prostituír-se. De início numa casa de passe com o nome de ética, actualmente, talvez porque já conhece os vícios dos clientes, pratica todas as técnicas, desde o sado-masoquismo, até ao sexo com animais, este último, cada vez com maior frequência.
    Olha... e para terminar, eu sou adepto da restauração da monarquia. É!
    Bem... não me considero monárquico, tão pouco republicano... para ser sincero, eu gosto é de passarinhos fritos e sopa de barbatana de tubarão, ou então... túbaros de carneiro... na brasa.
    Ah...!
    Mas, estava a dizer que apoio o regresso da monarquia, não porque ache que os colants me favoreçam... até porque tenho as pernas magras... bom, talvez um colant justinho me realçasse o marsápio, ou então, até podia resultar inestético.
    Bem... mas, estáva a dizer...
    Hmmm?
    Ah! queres que desenvolva?!
    Ok, Ok!!!
    Dasss!!!
    Pá... eu quero a monarquia e de novo o feudalismo, para volta a existir o direito de pernada.
    Hmmm?
    Sim, claro!!!

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  13. Ora bolas... vinha a contar com mais uma barrigada de bom humor... volto depois...
    Caro amigo, boa semana.
    Abraço.

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  14. monarquia feudalista com direito a pernada

    gente antiquada

    um paraíso com umas virgens badalhocas

    é o que está a dar

    qual república ou monarquia venham pó paraíso
    instaurem o paraíso em Portugal
    ou pelo menos no Porto

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