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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mulheres...

Considero-me um gajo bastante inteligente (e também extremamente bonito e talentoso), mas há certas coisas que não entendo, como por exemplo: a equação não-linear de Schrödinger; como é que Beethoven, surdo, compõe a Nona; o facto de o Quimbé ainda trabalhar na TV, etc. Apesar de ficar irritado por não entender estas coisas, não é algo que me tire o sono, pois não tenho contacto com elas diariamente (quantas vezes é que, durante o dia, vos surge a equação-não linear de Schrödinger em conversa?). No entanto, há uma coisa que eu não entendo e com a qual tenho contacto diariamente, o que acaba por ser irritante e frustrante: as mulheres!

É verdade, não consigo entender as mulheres... não consigo entender como é que uma gaja que é capaz de fazer uma placagem mais dura que as do Chabal para apanhar o buquê num casamento; que é mais feroz que uma leoa quando vai aos saldos; que é capaz de gastar 100 euros numa “massagem” onde leva porrada durante uma hora diga que os homens é que são violentos e que só gostam de violência!! Assim como também não entendo que paranóia é essa com as flores! Para vocês, mulheres, um gajo estava bem era a oferecer-vos um jardim novo todos os dias! E porque raios é que passam a vida a reclamar “ai... e tal... e nunca me dás flores... e coiso” e quando um gajo vai, finalmente, todo pimpão com uma flor na mão para vos dar, a primeira coisa que dizem é: “O que é que fizeste? Ãh? Porque é que me estás a dar uma flor?! Com quem é que andaste metido?!”

E porque é que estão sempre a reclamar que o vosso namorado só vê football, que o vosso namorado devia ser mais carinhoso, que o vosso namorado passa o dia a beber cerveja com os amigos e que tem que mudar, mas quando ele realmente muda, põe-se com “já não é o homem por quem me apaixonei...”

E como é que, depois de arrancarem, com cera a ferver, os pelos do vosso corpo; depois de vestirem um vestido dois números abaixo do vosso, dentro do qual mal conseguem respirar; de dançarem a noite toda com sapatos apertados, com um salto de 15cm mais fino que um lápis de carvão Noris nº2; ainda são capazes de chamar bruto ao namorado que se atreva, no acto, a mandar-vos uma palmadinha um bocadinho mais forte no designado posterior?

E não consigo entender o fascínio das mulheres por pontos de encontro! Quando se vai a algum lado com uma mulher tem sempre que se marcar um ponto de encontro, para o caso de se perderem um do outro!! Porquê? Alguma mulher me pode explicar esta obsessão?? É que com vocês, a ida a qualquer local com mais que 4 metros quadrados parece o Desaparecido em Combate, um gajo fica sempre com a sensação de que a qualquer momento vai entrar um helicóptero com o Chuck Norris para nos resgatar! Haja paciência...

Outra coisa que não consigo entender, nas mulheres, é a sua assombrosa necessidade de falar. Falar, para uma mulher, é tão importante e necessário como respirar! Ela pode não ter nada para dizer, não ter histórias para contar, mas não é isso que a vai impedir de gastar 10€ na chamada de telemóvel para a amiga. Também é por isso que, uma mulher, para contar a outra uma coisa tão simples como “hoje à tarde fui ao café” diz: “estava em casa, depois apeteceu-me ir beber um café, fui ao armário e sabes? Estava num daqueles dias em que não sabia o que vestir... experimentei aquele vestido verde, sabes?... sim, esse mesmo, aquele daquela loja, sim... mas hoje não me estava a cair bem... depois ainda experimentei aquele preto... sabes pois! Aquele que comprei nos saldos, no Porto... não, esse comprei em Coimbra, nos saldos.... pois, estás a ver como sabes!?! Mas também não levei esse, experimentei o vermelho com os sapatos pretos, mas era muito provocante para usar de tarde... depois acabei por ir com aquela saia preta com a leggings e o top rosa com o casaquinho preto. Depois quando ia para sair de casa, não encontrava a chave do carro.. olha, nem queiras saber … corri tudo à procura delas! Fui ao quarto de banho, ao armário, até ao frigorífico! Sabes onde estavam? No chaveiro! Não é incrível?! Hahaha! Pois é... Pois, depois ainda fui pôr gasolina, está cara não está?!... Mas já viste o gajo novo da gazolineira?! Lindo de morrer, até me deu os calores!Ah, e é verdade... sabes quem é que eu vi lá gasolineira? A cabra da Carla... sim, aquela que andava com o João, primo da Marta...” 40 minutos depois “Sim... isso mesmo.. Olha, e depois fui ao café!”.

E as feministas?! Essas é que não consigo mesmo entender... Primeiro querem ser tratadas como os homens, mas depois ficam ofendidas quando um gajo quer dividir a conta do jantar... Depois, não querem que os homens sejam condescendentes com elas, mas ficam lixadas se um gajo não lhes abre a porta para passarem... Reclamam que os homens só querem as mulheres para cozinhar e serem donas de casa e que as tratamos como pessoas fúteis, mas, depois, no Natal, compram para as irmãs e sobrinhas mais novas a Nova Cozinha da Barbi, um bebé que faz chi-chi, o novo Centro Comercial da Polly, etc... Fazem manifestações para a igualdade no trabalho e tal, mas se um gajo lhes passa uma picareta para a mão gritam “exploração feminina!”... sinceramente, nunca sei como me comportar à frente de uma feminista....

Enfim, há outras coisas que não consigo entender nas mulheres, é claro, mas isso daria um livro... por isso, por hoje, fico por aqui.


P.S.- Que fique bem claro que, apesar de não as entender, considero as mulheres a coisa mais bonita e bem feita de sempre, a seguir ao equipamento do Sport Lisboa e Benfica, é claro!
P.P.S.- Caros leitores: antes de mais nada, parabéns! Se estão a ler isto quer dizer que não só sobreviveram à minha ausência (e todos nós sabemos o quanto isso é difícil!), como também escaparam aos 3256 incêndios que assolam o país de Norte a Sul, aos acidentes que pululam um pouco por todas as nossas estradas e às festas da aldeia. Bem hajam por isso!
É verdade, estou de volta à blogosfera, depois de umas não programadas férias, férias estas que me impediram de aceder a internet. A partir de hoje, o blog retoma a sua actividade normal. Podem, portanto, largar a caneta e mandar a nota de suicídio que estavam a escrever para a reciclagem.

Hasta luego...

terça-feira, 29 de junho de 2010

A culpa é dos cientistas...

Mais um furacão, o Alex.... Dizem que são cada vez mais e cada vez maiores... e a culpa é de quem?
A culpa, para mim, é dos cientistas. Podem dizer o que quiserem, que é do aquecimento global, que é castigo divino, que é por causa do Carlos Castro se levantar da cadeira, que para mim a culpa é só dos cientistas.

É que é mesmo para achincalhar! Quer dizer, vem um tornado, todo motivado para fazer o seu trabalho, dá o seu melhor, mata mil pessoas, destrói meio país, alaga cidades, e que nome lhe atribuem os cientistas? O Destruidor? O Abominável? Chuck Norris? ”Não.... vamos chamar-lhe: Katrina.”! Ora, se isto não é gozar com o desgraçado do furacão, não sei o que será...

E a que é que isso leva? Leva a que o tornado fique irritado com a falta de reconhecimento pelo seu trabalho. E o que acontece a seguir? Queixa-se aos seus amigos, os outros tornados, enquanto bebem uma cerveja na tasca lá do bairro. Ora, estes, ao ouvir o seu companheiro, que fazem? Vêm defende-lo e, acima de tudo, provar que os tornados merecem mais e melhor! Por isso é que, nos últimos anos temos sido bombardeados com mais, e mais, e mais tempestades, e cada vez mais fortes. É tipo o síndroma do filho que procura desesperadamente a aprovação do pai. Toda a gente tem um amigo assim, não é? Daqueles que, depois de abdicar da sua vida pessoal para estudar ao máximo, chega a casa com um 18 a Matemática Aplicada para mostrar, orgulhoso, ao pai e ouve como resposta : ”Só 18? Podias fazer melhor! “, e de seguida se vai fechar no quarto a estudar ainda mais, na esperança de ouvir dizer, pelo menos uma vez, “parabéns filho!”, ao seu sisudo progenitor.

Ora, com os furacões e os cientistas é o mesmo. O furacão esforça-se ao máximo para impressionar os cientistas e estes dão-lhes nomes como Paula, Katrina, Alex, etc. Por isso é que quando vêm, vêm sempre com mais violência, a ver se, pelo menos uma vez, algum dos cientistas diz “epá, sim senhor! Este furacão fez um bom trabalho, é que exterminou a França inteira, pá! Este vai-se chamar “Domenech, o Terrível”!”.

E outra coisa, eu sei que os cientistas não são, propriamente, conhecidos pelo seu sex appeal, eu sei que, normalmente, aos 40 anos ainda são virgens e vivem com a mãe, eu sei que, as únicas mulheres que vêm nuas são as que estão nas salas de autópsia, mas, com mil raios, é preciso dar a todos os tornados o nome da vossa namorada imaginária? É que é sempre o nome de uma mulher, carago: ou é Paula, ou é Virginie, ou é Katrina, ou Nicole, ou Lisa, ou Jeanne, ou Dannielle, ou até Alex, que é unissexo! É que, já que não lhes dão um nome que meta respeito, pelo menos chamem-lhe José, ou António, que sempre ficam um pouco mais contentes! (para as feministas que já estão a reclamar, 3 dicas: 1ª- o meu código postal 3000-___; 2ª, por favor depilem-se, as gilletes não são caras e ninguém merece olhar para um sovaco parecido com o Quim Barreiros sem acordeão...; 3ª é tudo uma questão de substantivos, tornados e furacões são do género masculino...)

Cientistas de todo o mundo, para acabarmos com este tipo de cataclismo, que são os tornados, faço-vos os seguinte apelo: quando o próximo tornado vier para aqui destruir alguma coisa, baptizem-no com um nome que, ao ser invocado, inspire receio, um nome que gele as veias de todos os que o ouçam, um nome que faça as pessoas trancarem-se em casa mal seja pronunciado, um nome que esvazie uma sala, um nome que só com a possibilidade de aparecer numa conversa faça com que as pessoas deixem de falar, um nome que faz com que um surdo fique contente por o ser, um nome como: Valentim Loureiro!
 
 
p.s.- nasceu, no passado dia 28, um novo blog na internet, pela mão do meu arqui-rival, o Ketchup Thom Atho... aconselho a visita
 
http://iradoketchup.blogspot.com/