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domingo, 3 de outubro de 2010

A mais árdua tarefa de sempre...

Antes de mais nada, convém dizer que sou um gajo que, sem ter que puxar muito pela cabeça, consigo dizer os primeiros 10 Imperadores de Roma, sou um gajo que já viveu em Angola na altura da guerra civil e que já desenterrei cadáveres com mais 6000 anos, mas nada disto me preparou para a terrível realidade de hoje ter que ir comprar pensos higiénicos.

 Não sei se as mulheres têm bem a noção, mas nós, homens, não somos propriamente experts no que toca à menstruação. Sabemos que quando ela chega é bom sinal, que um gajo em vez de aturar nove meses de comportamentos bizarros e neuras, vai aturar apenas 5 dias de comportamentos bizarros e neuras e que, muito provavelmente, nesses 5 dias vamos ter brincadeiras que envolvem boca. De resto, não percebemos muito mais do assunto. Foi por isso que, quando a minha namorada me pediu para ir comprar pensos, acedi com relativa alegria, alegria esta que durou, exactamente, 22 minutos e 43 segundos, o tempo que demorei a perceber que, para comprar pensos higiénicos hoje em dia, era preciso tirar um curso superior em Biologia Humana, levar um GPS e um Técnico Comercial! Meu Deus! Existe mais variedade de pensos higiénicos num super mercado do que homens na cama do Carlos Castro! Nunca, em toda a minha vida me senti tão perdido, e olhem que eu já passei um dia nas Finanças...

“Ai óh Maionese, que exagero! De certeza que já passaste na secção de Intimidade Feminina e viste a variedade de pensos... e aposto que já deves ter visto os vários anúncios às marcas de pensos higiénicos.”, diz o leitor com um hálito semelhante a uma ETAR.

Primeiro: que raio de confianças são essas? Ãh? Eu por acaso andei com vocês na escola para me começarem a fazer perguntas? E já não vos tinha dito que interromper as pessoas é feio? Mau... ai a prima... querem ver que me chateio?! É que isto é sempre assim, pá... uma gajo está aqui a trabalhar, a esforçar-se para vos entreter e depois é sempre o mesmo... “ai óh Maionese isto...ai óh Maionese aquilo” sempre, sempre a interromper e a mandar bocas! Qualquer dia deixo de vir aqui, pá... é que uma pessoa até perde a vontade com vocês... é que se é para isto mais vale eu ficar em casa, na caminha, a ver o Espírito Indomável na TVI e a cortar os pulsos... pagam-me o mesmo, pá! Vá, vamos lá ver se a gente se entende, ok? É que eu até gosto de vocês, vocês para mim são como família, como primos em 4º grau emigrados no Luxemburgo, que mandam aquelas caixas de surtidos pelo Natal. Portanto, vamos lá portarmo-nos bem, ok? Pronto...

Segundo: eu sou daqueles gajos que, quando vai às compras, apenas me dirijo às secções que me interessam, talho, verduras, congelados e a das revistas do Jet 7, por isso posso garantir-vos que nunca tinha passado pela secção de intimidade feminina. Quanto aos anúncios, quando passam na TV eu faço o mesmo que faço quando dá o Fama Show, tiro o som e fico a ver as gajas.

Portanto, foi com grande surpresa que, ao chegar ao hipermercado, me deparei com tal espectáculo! 42, contei eu. 42 variedades de pensos! Ele é com abas, sem abas, para grandes fluxos, para médios fluxos, para pequenos fluxos, com perfume, sem perfume, com desenhos, brancos, para tangas, para desporto, finos, grossos, com Aloe Vera... meu Deus! Com Aloe Vera! Para quê Aloe Vera?! E já agora, quando é que começou a paranóia do Aloe Vera? Ele é Aloe Vera nos iogurtes, ele é gel para sobremesas com Aloe Vera, ele é champôs com Aloe Vera... agora até pensos com Aloe Vera?! Para quando um maço de tabaco de tabaco com Aloe Vera? Ou gasolina com Aloe Vera?

Ora, foi por esta altura que eu comecei a ficar extremamente irritado com o facto da minha namorada não me ter dito que tipo de pensos queria, vai daí, pego no telemóvel para lhe ligar a perguntar quais, de entre as 42 variedades, eram os pensos que ela usava. Telemóvel desligado, para variar...

Comecei, então, a tentar adivinhar fazendo combinações. “Com abas, desenhos e perfume... não... sem abas, com desenhos e para pequenos fluxos... e se ela tem fluxo grande? Não... para desporto, brancos e finos! Não, ela já não faz desporto...” meia hora depois já tinha feito mais de 100 combinações e nada! Foi aí que pensei “não vale a pena, por mais que tente sou um ignorante na matéria, mais facilmente recitava a tabela periódica do que acertava na combinação certa. Já nem consigo pensar mais uma vez que seja em fluxos menstruais!”. Eis senão quando me aparece uma empregada de super mercado! Alegria! Jubilo! Eis a salvadora! Vai daí:

- Boa tarde. Desculpe lá, a minha namorada pediu-me para vir comprar pensos higiénicos, mas eu não sei quais lhe hei-de levar. Podia auxiliar-me?

- Boa tarde. Com certeza. Ora, qual é o fluxo da sua senhora? Com abas ou sem abas? Tem aqui uns para tangas também. Com desenhos ou brancos? Tem preferência na fragrância ou prefere sem cheiro? Finos ou grosso? Já viu estes com Aloe Vera?...

- Ahhhhhhhhhhh!

Resultado: comprei 42 caixas diferentes de pensos higiénicos! Ao chegar a casa, abri a porta e exclamei: “Já cheguei! Tenho só que voltar lá abaixo que deixei mais dois sacos no hall de entrada!”. E querem saber qual foi a resposta da minha namorada?! “Olha, afinal já não era preciso, como demoraste tanto tempo fui procurar na minha mala e encontrei uma caixa de tampões novos que tinha comprado no outro dia...”

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Homens

Nestes últimos tempos tenho sido alvo de inúmeras questões. “Maionese, achas que o Paulo Bento vai ser um bom seleccionador?”, “Óh Maionese, o que pensas tu sobre a iminente demissão do Governo?”, “Maionese, essa tua estonteante beleza é toda natural?”... Mas há uma questão que tem vindo à baila muitas vezes, e que todas as mulheres me tem feito nas últimas semanas, que me está a começar a chatear, esta é: “Maionese, já que escreveste sobre as mulheres, porque não escreves também sobre os homens?"
A resposta é simples, minhas amigas: porque não há nada para escrever sobre os homens! É a mais pura das verdades, os homens são a coisa mais aborrecida e simples do mundo. Meninas, querem saber porque é que vocês não nos entendem? Querem, realmente, saber o que se passa na cabeça de um homem? Eu digo, então:

NADA!

É, basicamente, isso... um grande e vazio Nada... Nós, homens, limitamo-nos a andar por aí... a ver o que se passa... sem pensar muito no assunto... gostamos de comer e de beber... e de mulheres! Aqui está: mulheres, a única coisa que nós faz puxar um bocado pelos três neurónios que possuímos...
“Ai óh Maionese, mas nós inventamos coisas muito importantes, como a lâmpada, os carros, a imprensa” dizem neste momento os homens que me estão a ler, enquanto coçam o escroto e se preparam para cheirar a mão. Pois inventámos, mas porquê? Por causa das mulheres. Porque é que Thomas Edison inventou a lâmpada eléctrica? Para poder ver a sua mulher, Mina Miller, nua, à noite (diz-se que se arrependeu pouco tempo depois). E porque é que Benz inventou o automóvel? Óbvio, para poder chegar mais rápido às mulheres e para poder mandar piropos com o braço esquerdo de fora do carro, apoiado na porta. E a imprensa? Fácil, para se poder imprimir imagens de gajas nuas a larga escala! Nós somos assim meninas... vocês são a única coisa que nos faz pensar um bocado e puxar pela imaginação.
“Óh... isto é o que ele nos diz, só para nos despistar...” pensarão as mulheres... nada mais longe da verdade. Acham que eu ia pensar em tão elaborado plano? Claro que não! Sou um homem! Nós não conseguimos pensar tão “à frente”... o nosso cérebro não processa coisas como planos maquiavélicos, ou assim. Nem sequer processa coisas tão simples como o conceito de tempo. Para nós o único tempo que existe é o presente,ou vocês acham que um homem que bebe três grades de minis e a seguir pega no carro para fazer uma viagem de 300 km pensa no futuro? É claro que não!
Nós somos assim, simples e burros. Por isso é que somos todos iguais, por isso é que todos os homens fazem as mesmas coisas e gostam das mesmas coisas, porque não temos capacidade cerebral para nos diferenciarmos uns dos outros. É por isso que nós mijamos o tampo da sanita, coçamos o rabo ao acordar, gritamos com a televisão quando dá futebol, passamos os dias de boxers em casa quando não temos que ir trabalhar, fazemos concursos de arrotos, rimo-nos com flatulência, bebemos até cair, coçamos os tomates e cheiramos, etc.
E querem saber mais uma coisa, meninas? Todos os homens são crianças. A nossa mente fica, para sempre, presa na infância. Por mais velhos que sejamos, um homem nunca passa, realmente, dos 6 anos de idade. Acreditem, que eu sou um exemplo. Há uns três anos parti o pé, o que me fez andar de muletas durante uns tempos. Ainda só tinha as muletas há 20 minutos e já estava a usá-las como espada numa luta com um colega meu, é impossível para um homem não o fazer! Nós somos assim... e todos nós somos indestructíveis também, pelo pelos na nossa cabeça.. Por isso é que temos ideias brilhantes como inventar desportos como o Hóquei no Gelo, ou meter uma faca na torradeira quando esta ainda está ligada à corrente, ou meter a mão numa ratoeira para ver como é. E todo homem é um Tarzan, também. Qualquer homem, ao ver um documentário da savana africana, dá por si a pensar “se me deixassem ali sozinho com uma faca... aposto que sobrevivia sem problemas”. Isso é outra coisa... para um homem, ter uma faca ou um pau resolve tudo. Qualquer homem se sente preparado para enfrentar o seu maior medo... tem é que ter um pau (não, não vou fazer trocadilhos) na mão, de preferência um pau a arder. Nós somos assim... simples e burros.

E é, basicamente, isto... isto é um homem. Estão a ver, meninas, eu bem disse que os homens eram um assunto que não valia a pena desenvolver...


P.S.- Neste momento encontro-me em mudança de casa e de cidade, por isso peço desculpas por, nas próximas semanas, não poder visitar os vosso blogs... a ver vamos se vou conseguindo actualizar o meu...
Bem hajam!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mulheres...

Considero-me um gajo bastante inteligente (e também extremamente bonito e talentoso), mas há certas coisas que não entendo, como por exemplo: a equação não-linear de Schrödinger; como é que Beethoven, surdo, compõe a Nona; o facto de o Quimbé ainda trabalhar na TV, etc. Apesar de ficar irritado por não entender estas coisas, não é algo que me tire o sono, pois não tenho contacto com elas diariamente (quantas vezes é que, durante o dia, vos surge a equação-não linear de Schrödinger em conversa?). No entanto, há uma coisa que eu não entendo e com a qual tenho contacto diariamente, o que acaba por ser irritante e frustrante: as mulheres!

É verdade, não consigo entender as mulheres... não consigo entender como é que uma gaja que é capaz de fazer uma placagem mais dura que as do Chabal para apanhar o buquê num casamento; que é mais feroz que uma leoa quando vai aos saldos; que é capaz de gastar 100 euros numa “massagem” onde leva porrada durante uma hora diga que os homens é que são violentos e que só gostam de violência!! Assim como também não entendo que paranóia é essa com as flores! Para vocês, mulheres, um gajo estava bem era a oferecer-vos um jardim novo todos os dias! E porque raios é que passam a vida a reclamar “ai... e tal... e nunca me dás flores... e coiso” e quando um gajo vai, finalmente, todo pimpão com uma flor na mão para vos dar, a primeira coisa que dizem é: “O que é que fizeste? Ãh? Porque é que me estás a dar uma flor?! Com quem é que andaste metido?!”

E porque é que estão sempre a reclamar que o vosso namorado só vê football, que o vosso namorado devia ser mais carinhoso, que o vosso namorado passa o dia a beber cerveja com os amigos e que tem que mudar, mas quando ele realmente muda, põe-se com “já não é o homem por quem me apaixonei...”

E como é que, depois de arrancarem, com cera a ferver, os pelos do vosso corpo; depois de vestirem um vestido dois números abaixo do vosso, dentro do qual mal conseguem respirar; de dançarem a noite toda com sapatos apertados, com um salto de 15cm mais fino que um lápis de carvão Noris nº2; ainda são capazes de chamar bruto ao namorado que se atreva, no acto, a mandar-vos uma palmadinha um bocadinho mais forte no designado posterior?

E não consigo entender o fascínio das mulheres por pontos de encontro! Quando se vai a algum lado com uma mulher tem sempre que se marcar um ponto de encontro, para o caso de se perderem um do outro!! Porquê? Alguma mulher me pode explicar esta obsessão?? É que com vocês, a ida a qualquer local com mais que 4 metros quadrados parece o Desaparecido em Combate, um gajo fica sempre com a sensação de que a qualquer momento vai entrar um helicóptero com o Chuck Norris para nos resgatar! Haja paciência...

Outra coisa que não consigo entender, nas mulheres, é a sua assombrosa necessidade de falar. Falar, para uma mulher, é tão importante e necessário como respirar! Ela pode não ter nada para dizer, não ter histórias para contar, mas não é isso que a vai impedir de gastar 10€ na chamada de telemóvel para a amiga. Também é por isso que, uma mulher, para contar a outra uma coisa tão simples como “hoje à tarde fui ao café” diz: “estava em casa, depois apeteceu-me ir beber um café, fui ao armário e sabes? Estava num daqueles dias em que não sabia o que vestir... experimentei aquele vestido verde, sabes?... sim, esse mesmo, aquele daquela loja, sim... mas hoje não me estava a cair bem... depois ainda experimentei aquele preto... sabes pois! Aquele que comprei nos saldos, no Porto... não, esse comprei em Coimbra, nos saldos.... pois, estás a ver como sabes!?! Mas também não levei esse, experimentei o vermelho com os sapatos pretos, mas era muito provocante para usar de tarde... depois acabei por ir com aquela saia preta com a leggings e o top rosa com o casaquinho preto. Depois quando ia para sair de casa, não encontrava a chave do carro.. olha, nem queiras saber … corri tudo à procura delas! Fui ao quarto de banho, ao armário, até ao frigorífico! Sabes onde estavam? No chaveiro! Não é incrível?! Hahaha! Pois é... Pois, depois ainda fui pôr gasolina, está cara não está?!... Mas já viste o gajo novo da gazolineira?! Lindo de morrer, até me deu os calores!Ah, e é verdade... sabes quem é que eu vi lá gasolineira? A cabra da Carla... sim, aquela que andava com o João, primo da Marta...” 40 minutos depois “Sim... isso mesmo.. Olha, e depois fui ao café!”.

E as feministas?! Essas é que não consigo mesmo entender... Primeiro querem ser tratadas como os homens, mas depois ficam ofendidas quando um gajo quer dividir a conta do jantar... Depois, não querem que os homens sejam condescendentes com elas, mas ficam lixadas se um gajo não lhes abre a porta para passarem... Reclamam que os homens só querem as mulheres para cozinhar e serem donas de casa e que as tratamos como pessoas fúteis, mas, depois, no Natal, compram para as irmãs e sobrinhas mais novas a Nova Cozinha da Barbi, um bebé que faz chi-chi, o novo Centro Comercial da Polly, etc... Fazem manifestações para a igualdade no trabalho e tal, mas se um gajo lhes passa uma picareta para a mão gritam “exploração feminina!”... sinceramente, nunca sei como me comportar à frente de uma feminista....

Enfim, há outras coisas que não consigo entender nas mulheres, é claro, mas isso daria um livro... por isso, por hoje, fico por aqui.


P.S.- Que fique bem claro que, apesar de não as entender, considero as mulheres a coisa mais bonita e bem feita de sempre, a seguir ao equipamento do Sport Lisboa e Benfica, é claro!
P.P.S.- Caros leitores: antes de mais nada, parabéns! Se estão a ler isto quer dizer que não só sobreviveram à minha ausência (e todos nós sabemos o quanto isso é difícil!), como também escaparam aos 3256 incêndios que assolam o país de Norte a Sul, aos acidentes que pululam um pouco por todas as nossas estradas e às festas da aldeia. Bem hajam por isso!
É verdade, estou de volta à blogosfera, depois de umas não programadas férias, férias estas que me impediram de aceder a internet. A partir de hoje, o blog retoma a sua actividade normal. Podem, portanto, largar a caneta e mandar a nota de suicídio que estavam a escrever para a reciclagem.

Hasta luego...